Organizações exponenciais e a mudança na forma de trabalhar.

Gestão de Mudança

jun 21

Como uma organização pode repensar a estratégia para crescer exponencialmente, e como isso está mudando nossa forma de trabalhar?

O livro “Organizações Exponenciais”, da Singularity University, argumenta que embora o mundo baseado em informação esteja agora se movendo exponencialmente, nossas estruturas organizacionais ainda são muito lineares (especialmente as maiores e as mais antigas).

É hora de rever a estratégia organizacional, repensar a estrutura, verificar os processos, reforçar a cultura, repensar os KPIs, focar nas pessoas e nos sistemas para transformar as organizações em organizações exponenciais.

Os autores descrevem uma Organização Exponencial (ExO) como aquela cujo impacto (ou resultados) é desproporcionalmente grande – pelo menos dez vezes maior – comparado ao de seus pares, devido ao uso de novas técnicas organizacionais construídas com base nas tecnologias de informação que desmaterializam o que antes era de natureza física, e o transfere ao mundo digital sob demanda.

O livro é uma representação das crenças das empresas do Vale do Silício, conforme resumido por Marc Andreessen: “No futuro toda empresa se tornará uma empresa de software.”

Além disso, todos os exemplos usados se referem a empresas que vendem produtos digitais, serviços habilitados pela internet ou software como o Airbnb e o Uber. Essas empresas são dimensionadas de forma mais precisa porque seus produtos são escalonáveis.

Mas o que considerar para expandir exponencialmente as empresas que não são de software?
O livro aponta especialmente para a necessidade de:

  • Um propósito mais desafiador para a organização;
  • Métricas de desempenho em tempo real acessíveis a todos na organização;
  • Organizações planas, com equipes multidisciplinares auto organizadas, multidisciplinares e com autoridade descentralizada;
  • Rápida prototipagem, falha e adaptação;
  • Ferramentas colaborativas que estimulam a transparência e a conectividade.

Um dos exemplos apresentado pelos autores é da empresa de varejo on-line Zappos, que é pioneira nesses aspectos citados, anunciando a intenção de se tornar uma organização holacrática (uma estrutura organizacional que enfoca menos os papéis de gestão tradicionais e mais sobre a autonomia).

Estruturas organizacionais inovadoras também permitem a experimentação constante de novas ideias, e rápidos ciclos de aprendizado.

Além disso, a digitalização dos negócios está transformando processos cada vez mais eficientes em verdadeiros sistemas de aprendizagem, mesmo em empresas que não são de software. Por exemplo, a General Electric incorpora sensores em seus produtos para monitorar constantemente o desempenho e coletar dados para otimização. Mais notavelmente, os dados podem ser aproveitados para obter novos insights sobre seus clientes e produtos, permitindo a melhoria contínua nos negócios existentes e grandes apostas estratégicas, quando necessário.

Por fim o livro discute:

  1. Sistemas de reputação digital: monitoramento e análise das informações sobre uma determinada empresa ou pessoa na internet para orientar a percepção da sua imagem na rede;
  2. Gamification: uso de técnicas dos jogos para aproveitar os desejos naturais das pessoas por competição, obtenção de resultados-, recompensa, auto expressão, vaidade, altruísmo e reconhecimento.
    Os novos modelos de negócios escaláveis são aqueles que fornecem aos clientes ferramentas e informações sobre como “fazer você mesmo”. Aproveitar a digitalização e permitir o atendimento de uma necessidade crescente de “auto aprendizado” pelo cliente, proporcionará novos defensores da marca sem nenhum custo para o seu negócio.

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Espero que você tenha gostado deste texto.

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