Já é hora de mudar a percepção sobre o papel do gestor de projetos?

Gestão de Projetos

jun 21

Os termos “gestor” e “gerenciamento” usualmente são mal interpretados em nossa cultura. Isso é lamentável, porque tanto a posição quanto a prática têm as chaves para resolver muitos dos problemas do mundo, e ambos são relevantes para você em sua carreira.

Alguns conceitos errôneos sobre gestores e gerenciamento:

Frequentemente associamos o papel do gestor a esse personagem malvado, arrogante e conhecido como “aquele que está sempre focado nos mínimos detalhes”. Se você trabalhou para uma dessas “criaturas” e sofreu com sua supervisão constante, esmagadora e crítica de suas ações e tarefas, é compreensível que tenha uma visão menos que lisonjeira do papel.

Tenho clientes que exibem uma reação pós-traumática ao pensar no antigo chefe de “micro gerenciamento” no projeto em que trabalhava.

A ideia real da função perdeu-se no debate acadêmico e público sobre as diferenças entre gestores e líderes. Líderes, nesse discurso, estão envoltos em todo tipo de bondade sobre a criação do futuro, enquanto o “pobre” gestor é relegado a essas comparações com um nível menos elevado de metaforicamente garantir que os “pisos sejam varridos e os banheiros limpos”.

Enquanto isso, a percepção sobre a disciplina de gerenciamento não se saiu muito melhor. No meu trabalho como mentor e coach em gestão de projetos, ouço de clientes (jovens ou não tão jovens) que regularmente a gestão sobre eles é mais sobre controle do que sobre criação. Eles associam a prática de gestão com burocracia e inflexibilidade.

Tudo isso é muito ruim. Estes são erros grosseiros sobre o papel, a disciplina, e o potencial que bons gestores e um gerenciamento simples podem fazer para a sobrevivência de qualquer negócio.

Gary Hamel, guru de negócios e professor da London Business School, oferece uma visão alternativa sugerindo neste fabuloso vídeo que: “gerenciamento é a tecnologia da realização humana”.

Hamel celebra as conquistas do gerenciamento na construção do mundo moderno, e apela para a reinvenção desta disciplina, para melhor se adequar ao mundo da revolução tecnológica pós-industrial e de mudanças exponenciais que atualmente ocupamos.

Eric Ries, autor de um dos livros de negócios que mais me impactou, “The Lean Startup”, promove uma cultura de experimentação, adaptabilidade e aprendizado, sugerindo: “Quero que recuperemos o significado do termo gerenciamento e o retiremos da associação com burocracia”.

Ries prossegue dizendo nesta entrevista:

“Precisamos de gerenciamento mais do que nunca, porque estamos confrontando cada vez mais incertezas. Devemos deixar de pensar nisso como uma maneira de controlar as pessoas. O gerenciamento deve ser uma maneira de prever o futuro, manter as coisas em ordem e expulsar a variação. Vimos isso na manufatura, mas ela também precisa se aplicar à prática da inovação, mesmo quando tentamos provocar variabilidade e causar ruptura.”

Muito sobre o papel do gestor e as práticas de gestão tem suas raízes no pensamento da era da revolução industrial. No entanto, o mundo mudou para criar uma “tempestade” no mar de novos desafios, para os quais as abordagens de gestão do passado são inadequadas para navegar.

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Espero que você tenha gostado deste texto.

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